Esporte
Você está na lista da Forbes? Logo pare de hostilizar taxa de super-rico

A lista anual de bilionários brasileiros é um lembrete de que a discussão de leis para taxar os super-ricos, que pagam relativamente menos imposto do que alguém que ganha três salários mínimos, é urgente e imprescindível. Ainda mais em um país com níveis obscenos de desigualdade social.
A teoria é simples: a galera que ganha mais de R$ 50 milénio por mês e não paga pelo menos 10% de imposto, vai estrear a ser cobrada progressivamente se o projeto de lei passar. Quem já paga imposto igual ou superior a isso não vai precisar remunerar mais. Isso ajuda a indemnizar a isenção de quem ganha até R$ 5.000 por mês. Simples que é difícil pacas o projeto sobre os super-ricos passar, pois significaria que parlamentares toparão taxar a si mesmos e à sua classe social.
Sempre que a Forbes atualiza a sua lista e alguém sugere que o pessoal do andejar de cima precisa contribuir progressivamente mais em relação à sua renda, os bilionários são defendidos por membros da classe trabalhadora que não se veem porquê tais e que vão às últimas consequências para proteger os privilégios dos outros.
Porquê já disse cá antes, esses acreditam que estão fazendo justiça ao proteger a injustiça tributária. Projetam-se nos mais ricos e, sonhando um dia chegar lá, desejam que a exigência da escol econômica seja mantida para, quem sabe, também poderem dela usufruir. Não se importam com as consequências negativas da desigualdade na estrutura social, contanto que sua chance de um em um milhão de fazer secção do topo da pirâmide seja mantida.
Caem no conversê fácil de que, ao taxar ricos acionistas de empresas, o país abre espaço para taxar empreendedores, ignorando que alguém que ganha três salários mínimos já paga proporcionalmente mais imposto do que alguém que ganha 33. Dizem que ao serem menos taxados, os ricos abrem mais empregos, mesmo que o sorte de muito dividendos seja acúmulo e luxo. Compram a teoria de um Estado mínimo e, ao mesmo tempo, e contraditoriamente, demandam melhor instrução, saúde, segurança, opções de cultura e lazer e transporte públicos e gratuitos.
Seremos um país urbano quando sentirmos prazer diante de uma sociedade menos desigual, na qual as pessoas são vistas pelo poder público e por seus vizinhos porquê detentoras dos mesmos direitos independentemente de quanto tenham na conta. Até lá, cá seguirá sendo um paraíso para quem goza com a riqueza dos outros.