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Rato quebra recorde ao localizar mais de 100 minas terrestres

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Um rato africano de cinco anos está fazendo história no sudeste asiático. Ronin, treinado para farejar explosivos, tornou-se o maior detetor de minas terrestres já registrado, ultrapassando a marca de 100 dispositivos encontrados em áreas contaminadas do Camboja. O feito rendeu ao bicho uma vaga no Guinness World Records e o reconhecimento internacional por seu papel na luta contra os resquícios de guerra.

Desde 2021, Ronin atua na província de Preah Vihear, no setentrião cambojano. Ao lado de sua treinadora, Phanny, o roedor já identificou 109 minas e outras 15 munições não detonadas — números que o colocam supra de Magawa, seu predecessor mais famoso, que localizou 71 minas em cinco anos de trabalho antes de se reformar em 2021.

A façanha reforça a eficiência do programa HeroRats, desenvolvido pela ONG belga Apopo, que treina ratos da espécie Cricetomys ansorgei — conhecidos porquê ratos gigantes africanos — para missões de desminagem. Ágeis, leves e com olfato altamente desenvolvido, esses animais são capazes de percorrer terrenos perigosos sem ativar explosivos enterrados.

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Ronin ainda deve atuar por pelo menos mais dois anos, segundo a Apopo. Sua treinadora o define não exclusivamente porquê um coligado no campo, mas porquê secção da equipe. “Ele é muito mais que um trunfo. É um verdadeiro parceiro”, afirmou.

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Apesar dos avanços, o Camboja ainda convive com um dos maiores índices de áreas minadas do mundo, legado de conflitos armados que atravessaram décadas. Estima-se que desde o termo dos anos 1970, tapume de 20 milénio pessoas tenham perdido a vida em explosões, com outras 40 milénio feridas. O país havia traçado a meta de estar livre de minas até 2025, mas dificuldades orçamentárias e a invenção de novos campos minados forçaram uma prorrogação do prazo por pelo menos mais cinco anos.

Enquanto o repto continua, Ronin segue mostrando que até um rato pode salvar vidas em meio aos escombros da guerra.



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