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Os alvos de Trump no transacção do Brasil – 01/04/2025 – Vinicius Torres Freire

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O Brasil quase não tem o que fazer na hipótese de levar pauladas comerciais dos Estados Unidos. Para piorar, os ataques podem ir além de retaliações no transacção. É importante lembrar também que a discussão vai muito além de impostos de importação, “tarifas”, apesar da simplificação midiática que se lê e ouve sobre o objecto, as “tarifas recíprocas”.

Seja lá o tiro, a pancada e a explosivo que venham de Donald Trump nesta quarta, responder com aumento de importação sobre qualquer resultado americano seria providência burra. Somente aumentaria custos de matérias-primas, partes, peças, máquinas, encarecendo a produção pátrio e até exportações brasileiras de bens complexos, porquê aviões.

Felizmente, nenhum profissional envolvido na negociação pensa no objecto. Além do mais, há lobbies empresariais preventivos contra “tarifas”. Mas estão vendo que é difícil arrumar saída, vide o fracasso, até agora, das negociações sobre o aço.

Há discussões e rumores sobre o que fazer, em privado no que diz reverência a direitos de propriedade intelectual. Digamos que, em última instância, o governo do Brasil recorra a esse tipo de retaliação.

Primeiro problema, porquê em qualquer outro tipo de retaliação, seria a reação americana. E se eles dobrarem a aposta? Ameaçarem medidas mais duras? No limite, dizem americanos, essa guerra pode ir até a medidas que afetem posses quaisquer de cidadãos e empresas brasileiras nos EUA.

No caso de Trump, não é excesso, dizem técnicos do governo americano (no Tesouro, no Escritório ou Consultoria do Representante de Negócio dos EUA, o USTR). Dada a confusão trumpista, porém, o primeiro ataque americano até pode trespassar barato.

Segundo problema: os americanos estão engasgados faz tempo com restrições brasileiras a importações de bens e serviços dos EUA, porquê pode se ler nos relatórios anuais do USTR sobre barreiras comerciais. Mais grave agora é que Trump determinou que essas listas de queixas do USTR fossem aprofundadas.

A reclamação básica é de altos impostos de importação, que simplesmente barram certos negócios (não adianta expressar que o imposto é insignificante sobre bens efetivamente negociados). A segunda reclamação é que o Brasil muda impostos e regras de importação à vontade, o que dificulta negócios.

Um caso que incomodou muito, de mais recente (quase uma dezena), foi o grande aumento de impostos de importação sobre etanol (depois de 2017), depois de o setor permanecer meio mal das pernas por cá. Isso pegou muito mal, não somente entre o pessoal do etanol e seus parlamentares nos EUA.

Porquê se lê no relatório do USTR, citando o caso da cachaça, o Brasil ofídio impostos domésticos diferentes sobre resultado pátrio e importado. Outras políticas industriais, setoriais, também são e serão ainda mais objeto de críticas.

É o caso de proteções e incentivos a biocombustíveis e para o audiovisual (cinema, TV), de reconhecimento de patentes e direitos intelectuais, porquê na espaço farmacêutica ou biomédica.

Reclamam de regras de compras governamentais que dão preferência a produtos brasileiros. De restrições a transacção do dedo. Reclamam ainda e obviamente de pirataria.

O relatório do USTR chega a reportar a região da rua 25 de Março, no meio velho de São Paulo, de transacção dito “popular” e de muamba, com base no relatório sobre “Mercados Notórios de Falsificação e Pirataria” de 2024.


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