Esporte
Na reeleição de Ednaldo na CBF, a eterna subserviência dos clubes

Na ocasião, havia insatisfação, mesmo que tímida, com mudança feita em 2017. Na ocasião, as federações estaduais passaram a ter voto com peso três. Os clubes da primeira partilha peso dois, e os da segunda partilha, peso um.
Isso significa que, desde logo, se as federações votarem em determinado candidato, nem mesmo a união de todos os 40 clubes das séries a e B do Campeonato Brasílio em torno de um outro nome seria capaz de derrotá-las. Em suma, elas mandam.
Desta vez, os clubes simplesmente aderiram à candidatura única de Ednaldo. Nem mesmo uma taxa de reivindicações por melhorias no futebol brasílico foi apresentada pelas agremiações antes do pleito. Seria uma maneira de pressionar a CBF para que faça mudanças necessárias.
Melhoria do calendário, Fair Play financeiro, competições para as divisões menores que permitam aos clubes de investimento subalterno terem jogos ao longo do ano, evitando o desemprego maciço, etc. A taxa poderia ser extensa.
Não faltariam reivindicações. Mas os clubes simplesmente votaram no candidato, aceitando passivamente o papel de coadjuvantes no pleito cebeefiano. Zero é tão ruim que não possa piorar.