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é difícil reconhecer erros dos filhos?

“Ela é muito novidade, deve estar influenciada por alguém”, diz a mãe, sob os olhares de tarar da amiga que percebe que, apesar de jovem, Maria de Fátima está influenciada por si mesma. Ela sabe o que quer: não ser pobre e viver muito. Invadir isso é prioritário, custe a felicidade (e os bens) de quem custar. Porquê uma mãe não percebe que a índole do fruto não é lá muito correta?
Evidente que percebe que alguma coisa não vai muito. Em conversa no dia do natalício de 23 anos de Fátima, em que a pequena parece que está sendo castigada com um bolinho, Raquel saca que não é muito normal sugerir que a mãe tenha um caso com um face casado por grana. Mas é difícil perceber que o caráter do fruto é duvidoso porque essa constatação fala sobre a gente mesmo. Se o fruto é tóxico, o fracasso é dos pais. E assumir as falhas não é lá muito fácil, não.
A conversa lembra a série sensação nas conversas atuais: “Juventude”. O diálogo dos pais do garoto no sufocante último incidente dá conta de que foi difícil concordar o delito cometido pelo menino. Porquê a gente aceita que aquele que criamos é culpado pelas próprias atitudes? Porquê controla o ímpeto de proteger e aceita que a vida (ou a Justiça) ensina?
Maria de Fátima não cometeu nenhum delito. Vendeu o que, perante a lei, era dela mesmo. Vai da índole de cada um dormir tranquilinha na leito king do Copacabana Palace enquanto sua mãe fica ao relento sabe-se lá onde. Em vez de tentar volver a crueldade da pequena por vias legais, Raquel prefere crer em sua ingenuidade. E corre detrás dela no Rio de Janeiro na intenção de protegê-la de futuras enrascadas. Haja esperança!
A romance ainda tem mais oito meses de Maria de Fátima enrolando o mundo, e Raquel caindo em suas mutretas e se dando mal. Enquanto isso, a gente cá pensa se realmente sabe quem aqueles a quem tentamos educar estão se tornando debaixo dos nossos narizes, colados no celular. Parece que não estamos indo muito muito.
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