Curiosidades
Você sabe o que é o espelho na testa usado pelos médicos?

Se você já assistiu a desenhos clássicos porquê Mickey, Pica-Pau ou Tom & Jerry, certamente reparou em médicos usando um estranho objeto rotundo recluso à testa. Aquilo não era enfeite de tendência, mas sim um instrumento médico chamado espelho frontal, ou espelho de cabeça.
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O equipamento consistia em um espelho côncavo com um pequeno orifício no meio, recluso a uma fita ajustável que mantinha a peça firme na cabeça do médico. Durante os exames, o profissional alinhava o buraco ao próprio olho e usava a superfície espelhada para refletir a luz em cavidades do corpo, porquê goela, nariz e ouvido. Assim, conseguia visualizar detalhes com muito mais precisão. A história do espelho frontal começa em 1841, quando o germânico Friedrich Hoffmann adaptou um espelho de barbear e perfurou-o no meio para facilitar exames médicos. Poucos anos depois, em 1855, o otologista Anton von Tröltsch aprimorou a técnica com espelhos côncavos, que refletiam a luz — muitas vezes a solar — diretamente no conduto auditivo.
Apesar dos avanços, havia um incômodo: o espelho ocupava uma das mãos do médico. Para contornar o problema, Johann Czermack, em 1860, criou uma versão que podia ser segurada com os dentes. A teoria, porém, impedia o profissional de falar durante o vistoria. Por isso, ele logo desenvolveu uma escolha mais prática, acoplando o espelho a uma tira presa à cabeça. Dessa forma, as mãos ficavam livres e o trabalho se tornava muito mais eficiente.
Com o tempo, o espelho frontal virou um verdadeiro ícone da profissão médica. Entre otorrinolaringologistas e oftalmologistas, sua presença era quase tão marcante quanto a do estetoscópio, consolidando a imagem clássica dos médicos retratada em filmes e desenhos. Entretanto, a modernização da medicina mudou esse cenário. Equipamentos porquê o otoscópio, a caneta-lanterna, o fotóforo e o nasofaringoscópio passaram a oferecer maior praticidade e iluminação direta. Assim, o espelho frontal acabou caindo em desuso.
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Ainda que emérito, o objeto continua vivo no imaginário popular. Ele permanece porquê uma presente nostálgica de uma medicina de outros tempos, marcada por símbolos visuais que até hoje despertam curiosidade.